segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Mais ideias de como fazer um gatil

Já faz dois anos desde a última vez que eu trouxe aqui pro blog algumas ideias de como montar um gatil, e esse é um tema que rende muitas visitas, comentários e e-mails até hoje. E não por acaso é também um assunto que eu adoro.

Nesse post aqui tem cinco ideias de gatil que funcionam bem em apartamento, e nesse tem várias ideias pra quem tem quintal.

Nunca é demais lembrar que animais de estimação não devem ter livre acesso à rua. Enquanto a expectativa de vida de um gato que vive em casa é de em média 15 anos, a de um gato que sai sozinho é de 3. Isso porque gatos que tem acesso à rua são vítimas constantes de envenenamentos, atropelamentos, maus tratos, infecções e parasitas, além de brigas com outros animais e crias indesejadas. Um tutor responsável não abandona seu animal sozinho na rua e PELAMORDEDEUS ninguém venha me dizer que "gato é assim mesmo" e que "ele sabe se virar". Quem ama, cuida.

Um gatil em apartamento pode ser um quarto adaptado. Logicamente os gatos não precisam ficar restritos só a esse espaço, até porque é saudável que ele tenha companhia constante de seus humanos (o que pode ser mais gostoso do que chegar em casa e ser recebido na porta por seus gatos? É um momento do dia que eu amo), porém é bom ter em mente a segurança dos felinos e zelar para que as janelas sejam teladas, não importa em qual andar estiverem! Não é comum que um gato voluntariamente salte de um andar alto, porém eles adoram dormir nas janelas e tentar caçar passarinhos e insetos, e aí acidentes acontecem, então melhor prevenir. Para segurança de todos - felinos e humanos - é melhor contratar uma empresa especializada pra fazer esse serviço. A primeira tela que eu mandei instalar já tem quase cinco anos e continua intacta, e o preço foi bom.


Gatil no quintal é algo com possibilidades infinitas. O piso pode ser de grama, madeira, cerâmico... E o material da estrutura pode ser madeira, metálico, plástico, alvenaria... É importante ser coberto, pelo menos em parte, e ter proteções que abriguem os gatos da chuva, do vento e do frio. O gatil pode ser uma estrutura própria ou então ser feito em uma varanda, que pode ser fechada com vidro ou somente com tela.

É claro que nem só de tela se faz um gatil. É importante ter também comedouros e bebedouros, além de sanitários (caixas de areia, obviamente), camas ou casinhas (as do tipo toca costumam ser mais apreciadas), arranhadores, brinquedos e coisas pra escalar. Prateleiras dispostas em alturas diferentes (mas não muito distantes umas das outras) são diversão para horas e apoio para sonecas. Plantas são bem-vindas, mas só as atóxicas. Alguns gatos amam comer grama de milho de pipoca, o que é bom pra digestão deles.

Os móveis específicos para gatos também são bem interessantes.

Um gatil também é um espaço ideal pra quem adota gatos de rua, principalmente adultos, que costumam ser ariscos e não se adaptarem de imediato a uma casa. Antes de forçá-lo a ficar dentro de casa, é interessante mantê-lo por algum tempo no gatil até que ele se sinta à vontade com um ambiente que já não é mais a rua, mas também não é totalmente interno. Isso não significa que ele não queira ser cuidado, e sim que precisa de tempo pra se acostumar com a nova vida.

A seguir algumas ideias que eu adoro.






quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A menina que roubava livros

A menina que roubava livros é uma história, no mínimo, peculiar.

Primeiro porque é uma história narrada pela morte, o que já causa um impacto inicial com a ideia de que, com um narrador desses, as coisas não podiam terminar muito bem.

Segundo porque o cenário é a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, de modo que as coisas de jeito nenhum poderiam terminar muito bem.

Terceiro porque não estou dando mais spoiler do que aquilo que você recebe logo nas primeiras páginas do livro: uma história narrada pela morte, tendo a guerra como pano de fundo e a Alemanha nazista como cenário, as coisas não serão propriamente cor de rosa. E a narradora nos diz isso o tempo todo, inclusive antecipando fatos como se nos preparasse para o que virá nas próximas páginas, e faz isso às vezes com uma crueza de detalhes chocante, às vezes com uma enorme delicadeza que faz o leitor se perguntar se leu direito... será que esse cara morreu mesmo?

Mas o final é o de menos nessa história.

Liesel é uma menina de nove anos que é entregue pela mãe a uma família adotiva. Seu pai era um comunista (então a gente já sabe o que possivelmente aconteceu com ele, apesar disso não ser dito literalmente), sua mãe estava doente, e seu irmãozinho morreu durante a viagem de trem até a casa da nova família. Liesel e a mãe interrompem a viagem para enterrar o corpo do menino e do bolso do coveiro cai um livro. Mesmo sem saber ler, a menina discretamente o furta. Assim começa sua carreira de roubadora de livros.


Na casa de seus novos pais, Rosa e Hans Hubermann, Liesel tem que deixar tudo para trás e se adaptar a uma nova vida. Ela sofre na escola em razão das dificuldades de aprendizado. Em compensação, na vizinhança mora Rudy, um menino de cabelos cor de limão que se tornaria seu melhor amigo.

Os pesadelos diários de Liesel com seu irmão morto a aproximam de Hans, já que ele passa as madrugadas com ela ensinando-lhe a ler. Liesel vai se apaixonando pelas palavras e se encantando com as histórias, e roubar livros passa a fazer parte de sua rotina, especialmente quando a polícia faz enormes fogueiras para queimar os pertences dos judeus e quando a esposa do prefeito oferece a Liesel sua grande biblioteca.

Numa noite, um homem bate à porta da casa da família Hubermann: é Max, filho de um amigo de Hans que morreu na Primeira Guerra. Eles sabem do perigo de abrigar um judeu, mas não hesitam em escondê-lo em seu porão. No frio do porão, com o medo de Max ser descoberto, e em meio aos livros, Max e Liesel iniciam uma grande amizade. 

Enquanto a cidade é bombardeada e a vizinhança se esconde em abrigos, Hans toca acordeão e Liesel lê histórias para acalmar as pessoas. É quando ela vai se dando conta do fascínio e da dualidade das palavras: com elas, Liesel conforta pessoas apavoradas pelo medo de morrer, e também é por meio delas que Hitler iludiu todo um país e causou a maior tragédia da história.

Mais tarde, seriam justamente as palavras que salvariam a vida de Liesel.


Estamos acostumados com livros e filmes que retratam a guerra, mas poucas vezes nos deparamos com histórias que relatam a vida das pessoas que não estão envolvidas diretamente com a guerra. Em A menina que roubava livros, as pessoas estão tentando levar suas vidas tão normalmente quanto possível, mesmo em meio ao medo, à fome, às privações, ao desemprego, aos bombardeios, às discussões políticas, à perda de pessoas próximas, e mesmo à proximidade da morte em tempo integral. E é nesse contexto também que Liesel e Rudy vivem o final de sua infância... e o final da vida de várias das pessoas que os rodeiam.

É um desses livros pra ler com o coração pequenininho, e quando vai chegando o final chega a dar dó de terminar de ler. Não porque é triste, mas porque é bonito demais pra acabar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A melhor trilha sonora de filme de todos os tempos

...É a do filme Transformers: Revenge of the Fallen.


Também é o Transformers que tem a melhor história (tem muito tiro, porrada e bomba, claro, porém um bom enredo de fundo), o que tem mais cenas engraçadas e também é o filme que tem a mocinha mais interessante, porque Megan Fox tem muito mais personalidade do que aquela menina chata do quarto filme que só fica gritando o tempo todo esperando ser salva por alguém.

Bom, é Megan Fox, né. Nunca vou superar o fato dela ter sido cortada do terceiro filme.

Enjoy!

New Divide - Linkin Park

21 Guns - Green Day
Amo amo amo amo essa música. Uma das melhores do Green Day.

Let it Go - Cavo

Capital M-e - Taking Back Sunday

Never Say Never - The Fray

Burn it to the Ground - Nickelback
Tem Nickelback na trilha sonora? Então não tem como dar errado. Essa música já apareceu aqui antes. Tem uma outra música do Nickelback que praticamente fez o filme, que é Savin' Me da trilha de Os Condenados.


Burning Down the House - The Used

Not Meant to Be - Theory of a Deadman
Sofrência.

Real World - All American Rejects

I Don't Think I Love You - Hoobastank
Pós-sofrência. Adoro essa música.

This is It - Staind

Almost Easy - Avenged Sevenfold

Transformers: The Fallen Remix - Cheap Trick

Curtiram?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Torta com massa de arroz

Bora acabar com o hiatus de receitas vegetarianas nesse blog?


Essa é uma receita bem fácil e os ingredientes do recheio podem ser adaptados com o que tiver em casa: milho, ervilha, champignons, pimentão... A massa de arroz é muito leve e macia. Essa torta dispensa acompanhamentos, podendo ser servida como prato único ou então acompanhada só de uma saladinha.

Ingredientes
Massa:
- 3 ovos
- meia xícara de óleo
- uma xícara de água
- 4 xícaras de arroz cozido (pode ser aquele de ontem...)
- meia xícara de queijo curado cortado em cubos pequenos (ou mussarela, ou queijo prato)
- 1 pitada de sal
- 1 colher (sopa) de fermento

Recheio:
- uma xícara de abobrinha cortada em cubos pequenos
- uma xícara de cenoura cortada em cubos pequenos
- meia cebola cortada em cubos pequenos
- um tomate picado
- uma xícara de palmito picado
- óleo para refogar
- sal e pimenta do reino a gosto

- meia xícara de parmesão ralado para polvilhar

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Cozinhe a cenoura e a abobrinha numa panela com água e sal até ficarem macias (aproximadamente 10 minutos). Enquanto isso vá picando e separando os outros ingredientes.
Escorra a cenoura e a abobrinha e reserve.
Volte a panela ao fogo, aqueça o óleo e frite a cebola até ficar douradinha, acrescente os demais legumes e os temperos e refogue.
Deixe esfriar um pouco e enquanto isso prepare a massa: bata todos os ingredientes no liquidificador, na ordem em que estão na receita, até ficar homogêneo.

Numa fôrma antiaderente (ou de alumínio untada e enfarinhada), coloque metade da massa, alisando com uma espátula, depois o recheio e o restante da massa. Polvilhe o parmesão ralado e leve ao forno até dourar (uns 25 a 30 minutos).

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A Garota Dinamarquesa

A Garota Dinamarquesa é um desses filmes pra assistir e ficar pensando a respeito por dias. Semanas.

Até onde você iria por amor?
Até onde iria para ser você mesmo?
Pode o amor transcender até mesmo o gênero?


Assim como O Quarto de Jack, A Garota Dinamarquesa é um desses filmes que, quanto menos se souber sobre ele antes de assistir, melhor. Mas vou tentar falar a respeito sem contar mais do que o trailer e deixar as surpresas pra quem ainda não assistiu.

O filme é baseado na história real de Einar Wegener, a primeira pessoa (que se sabe) a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero.

Na Europa dos anos 1920, Einar é casado com Gerda. Ambos são artistas plásticos, embora ele mais bem-sucedido do que ela. Eles tem um casamento normal e feliz, até o dia em que a modelo de Gerda se atrasa e ela pede a Einar que pose pra ela usando meias e sapatilhas femininas. Naquele momento, surge Lili, a personalidade feminina de Einar. Dias depois, Gerda convence Einar a ir a uma festa à qual ele não queria ir, com a chance de ser outra pessoa por outra noite: Lili. A partir daí, Einar vai cada vez mais deixando de ser ele mesmo e se tornando Lili. Gerda começa a pintar Einar como Lili em suas telas e, enquanto ela se torna cada vez mais conhecida como artista, ele se afunda cada vez mais tanto na vida profissional como na pessoal, ficando triste e se envolvendo em confusões.


A cena em que Einar se despe diante do espelho do camarim do teatro é muito emblemática e choca não pela nudez (nudez choca alguém? O que me choca é tiro na Sessão da Tarde), mas pela crueza com que mostra que ele já não se identifica mais com seu corpo.


Gerda tenta contornar a situação como pode e a cada cena tudo vai ficando mais tenso pra ela, e é muito triste ver aquela mulher linda, batalhadora a talentosa lutando por seu casamento e por tentar retomar a vida que tinha antes com Einar.

Completamente sozinha com essa situação incomum, Gerda pede ajuda a um amigo de infância de Einar, Hans, que os apresenta a um médico interessado em fazer cirurgias de mudança de gênero. E mesmo sem ter certeza de nada, sequer se vai conseguir sobreviver, Einar decide tentar.


É um filme muito forte e sensível, além de visualmente bonito, já que toda a estética dos cenários e dos figurinos lembra as cores e as texturas das pinturas do casal. Einar e Lili causam todo tipo de sentimento, de raiva e pena a solidariedade e simpatia, e Gerda rouba a cena tanto pela atuação impecável como pela delicadeza e força da personagem.


Vocês já assistiram? Me contem!

=^-^=



Long Prom Dresses

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

BEDA #31: O BEDA que não foi

Aí que meu BEDA bugou.

Foto: Thiago Floriani

Meu BEDA começou bem, os posts fluíram fácil e os posts das boy bands me surpreenderam com um aumento vertiginoso de visitas que até agora eu tô me perguntando de onde veio todo esse povo.

Mas aí, no meio do BEDA (e no meio desse agosto que durou 300 dias) veio um momento pavoroso da minha vida e a casa caiu, dessas rasteiras que você demora pra entender de onde veio, o que foi que te derrubou, como assim, por que eu, por que agora? Deus me odeia? E o que depois de uma longa tempestade que durou anos estava finalmente se ajeitando, bagunçou tudo de novo.

Enquanto todo mundo à minha volta me cobrava decisões, eu tentava me concentrar só em continuar respirando. Era como um mantra que eu tirei de uma música há muitos anos e repetia mentalmente: keep breathing. Keep breathing. Keep breathing. Porque, se eu conseguisse, uma hora iria conseguir também voltar a pensar direito e arrumar um jeito de seguir em frente.

Teve absinto e Rivotril pra dormir. E teve toda a minha vida de pernas pro ar outra vez. E teve apoio vindo de onde eu nem imaginava.

E eu, que passo a maior parte do tempo detestando a humanidade, ainda tive uma surpresa boa no meio de toda a m*rd@ que a minha vida tinha virado: encontrei pessoas. Encontrei pessoas que não tinham obrigação nenhuma de estar ali, de me ajudar de alguma forma, e mesmo assim elas fizeram. Reencontrei pessoas das quais eu tinha me perdido há muito tempo e, mesmo as vendo com freqüência, não achava que algum dia a gente ainda conseguiria se unir pra alguma coisa. E encontrei uma pessoa que me conhecia só há menos de dois meses, mas que me apresentou a outras duas e, de um modo que eu nem entendo, foi justamente o abraço dessas duas estranhas que começou a juntar todos os pedaços quebrados dentro de mim.

Essa vida é muito louca mesmo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

BEDA #11: Como começar a se tornar vegetariano - parte II

Hoje segue a segunda parte desse post aqui, com mais dicas sobre como começar a se tornar um vegetariano de forma simples e sem stress. São dicas úteis também pra quem não tem a intenção de ser vegetariano, mas pretende reduzir o consumo de carne.

Por onde eu começo?

Existem muitas formas e cabe a cada pessoa ver o que se adapta à sua vida. Quando me tornei vegetariana ainda não conhecia nenhuma dessas campanhas, mas aqui vão algumas ideias que tenho visto e gostei muito:

Segunda sem carne



As bases da Segunda Sem Carne estão nesse site, onde tem muitaaaaaas receitas fáceis, dicas de nutrição, notícias, depoimentos e uma lojinha fofa. Segunda-feira é o dia oficial de começar algo novo, então que tal começar a semana com uma alimentação sem carne? Sem contar que no final de semana a gente costuma exagerar em tudo (comida, álcool, açúcar...), então uma segunda-feira sem carne, com uma alimentação mais leve, colorida e nutritiva, pode funcionar como um detox pro corpo eliminar mais facilmente o inchaço e as toxinas.

Vegetariano de segunda a sexta-feira



Essa ideia eu vi nesse vídeo e achei muito interessante. O palestrante relata que vem pensando no quanto o consumo de carne causa danos ao meio ambiente e sofrimento aos animais; por outro lado, ainda não está preparado pra comer seu último hambúrguer. A solução que ele encontrou foi ter uma alimentação vegetariana de segunda a sexta-feira. Os finais de semana são livres, ele pode consumir carne ou não. (Claro que um vegetariano propriamente não come carne nem mesmo eventualmente, mas vocês entenderam a ideia, né?)

21 dias sem carne



Há vários anos, estudos vem mostrando que, ao praticar determinada coisa por 21 dias seguidos, ela se incorpora à sua rotina e se torna um hábito. Essa é a ideia do 21 dias sem carne, que vocês podem conferir nesse perfil do Instagram e nesse site. Ficar por um período mais longo como esse sem consumir carne já é suficiente para o corpo sentir os bons efeitos de uma alimentação vegetariana, como eliminação do inchaço, perda de peso, mais disposição, regularidade do sono, pele mais viçosa e hidratada. O perfil no Insta mostra dicas, mensagens de incentivo, fotos inspiradoras de comidas veganas e muitas receitas.

É como eu já disse antes: não precisa ser 8 ou 80, existem muitos meios-termos e todo esforço é importante e faz diferença!

Alguém a fim de tentar? Me contem!
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